sexta-feira, 3 de abril de 2009

Do bem...

Quero contar um segredo... não é lá muito segredo. Eu faço parte dos correspondentes do bem. Faz 04 anos que me correspondo com uma garota que agora já é uma mocinha. Antes de adoecer eu realmente escrevia uma carta, daquela que se põe no correio e chega na sua casa (difícil hoje em dia). É uma troca rica de sentimentos, e uma maneira simples de fazer um trabalho voluntário sem precisar de saúde física. Sempre gostei de trabalhos voluntários e sempre participei de alguma maneira, seja levando quentinha no centro da cidade para moradores de rua, seja fazendo algum trabalho em favela, levando medicamento, uma cesta básica para alguém que esteja num momento difícil, esses gestos trazem um quentinho no coração.É bastante simples, você vai apenas escrever cartas. Minha amiga correspondente é jovem, essas crianças ficam em abrigos durante a semana e, vão somente no final de semana para casa, e outras passam o dia e vão para casa. Sei a cor de seus olhos, a idade, quantos irmãos tem, o que mais gosta de fazer, qual o time do coração. As correspondências vão para um local onde é feito uma triagem e assim depois encaminhada para o abrigo. Você pode mandar presentes também, livros, bombons, material escolar, etc...Mas, o mais bacana de tudo é a grande amizade que se cultiva mesmo sem contato fisíco. Quando adoeci, fiquei um tempo sem escrever e o pessoal que coordena o projeto me ligou, achando melhor eu me guardar naquele momento. Eu não aceitei, a única coisa que mudei é, que passei a mandar email em vez de colocar no correio como eu gostava de fazer, por que assim podia sempre mandar uma revisitinha, um gibi, umas figurinhas enfim pequenas lembranças. Depois do diagnostico foi difícil escrever sem tristeza, e logo ela percebeu que algo estava diferente. Levei um tempo para contar a ela. E quando escrevi falando das minhas dificuldades, da minha Fé em Deus, e minha espera pela cura, ela respondeu que iria rezar todos os dias para eu ficar boa logo. Uma vez ela me escreveu pedindo uma opinião: se ela estava certa em se ajoelhar e pedir a Deus que seus pais deixassem de brigar, por que ela não queria que seu pai fosse embora. Essas crianças tem uma convivência familiar as vezes bastante difícil, e cedo precisam aprender a lutar por quase tudo nessa vida. Ela sempre desenha minha família e capricha bastante no personagem que é meu marido, manda desenhos para ele no dia dos pais. Numa ocasião eu disse para ela que quem comprava as lembranças e o material escolar era meu marido uma vez que eu não estava podendo sair, depois disso ela virou fã dele. Quando minha cachorrinha morreu, escrevi para ela, e foi tão confortante receber sua carta cheia de desenhos carinhosos, de consolo me dizendo que tudo ia passar.

Se você quiser conhecer o projeto - http://www.turmadobem.com.br/
Abraços do Bem!!

Um comentário:

  1. que maravilhosa é eta história. vou olhar o link

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