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ABRAÇOS APERTADOS :)


Uma nova paciente chega ao meu consultório, uma saudável mulher de meia-idade. A assistente médica já registrou sua pressão sanguínea normal. De nossos 15 minutos agendados, passo mais de dois terços conversando com ela.
Pergunto sobre seu histórico médico pessoal e familiar. Pergunto sobre seu estilo de vida: que tipo de trabalho ela faz, se fuma, quanto pratica de exercícios, se ela come cinco porções de frutas e vegetais por dia. Reviso sua “manutenção de saúde”: se ela está em dia com mamografias, papanicolau, vacinas.
Pressiono nos minutos finais, aconselhando sobre cálcio, filtro solar, cintos de segurança. Busco por sinais de depressão, violência doméstica. Lembro-a sobre a vacina contra a gripe, colonoscopia. Entrego folhetos sobre alimentação saudável e exercícios, e conversamos sobre formas de encaixar atividades físicas em seu emprego sedentário.
Então, me parabenizo por um trabalho bem feito. Cobri todos os tópicos relevantes. Toquei em todos os fundamentos da medicina preventiva para uma mulher saudável. E consegui até mesmo acabar na hora certa, para não deixar o próximo paciente esperando.
Porém, minha paciente tem no rosto uma expressão estranha. Ela parece perguntar: “É só isso?”
Realmente, durante nossa longa discussão (e o exame de pressão inicial), nós completamos todas as intervenções médicas que as evidências científicas validaram como úteis para um paciente saudável. Mesmo assim, minha paciente está claramente insatisfeita. Uma consulta ao médico não é uma consulta ao médico até que um estetoscópio tenha sondado os ritmos internos do coração, ou até que mãos profissionais tenham apalpado a barriga. Pesquisas mostraram que os pacientes sempre esperam um exame físico.
Mas existe alguma pesquisa mostrando que um exame físico – numa pessoa saudável – traz qualquer benefício? Apesar de uma longa e célebre tradição, o exame físico é mais um hábito do que um método clinicamente comprovado de encontrar doenças em pessoas assintomáticas. Existem poucas evidências para sugerir que ouvir rotineiramente os pulmões de todas as pessoas saudáveis, ou pressionar seus fígados, encontrará uma doença que não houvesse sido sugerida pelo histórico do paciente. Para uma pessoa saudável, uma “descoberta anormal” num exame físico tem mais chances de ser um falso positivo do que um sinal real de doença.
Além disso, um exame físico normal não pode assegurar a um paciente que não existe nenhuma doença à espreita nas sombras.
Mas o exame físico serve a qualquer outra proposta? O relacionamento médico-paciente é fundamentalmente diferente, por exemplo, da relação entre contador e cliente. O toque das mãos coloca os praticantes de medicina longe de seus correspondentes do mundo dos negócios. Apesar da invasão da medicina baseada em evidências, imagens de ressonância magnética, angiografias e exames PET, há claramente algo de especial, talvez até mesmo de cura, no toque. Existe um calor de conexão que substitui qualquer fator intelectual, e essa conexão atinge os dois lados do relacionamento médico-paciente.
Nós temos apenas mais alguns minutos em nossa consulta, mas a levo até a maca de exame. Coloco minha mão em seu ombro e passo meu estetoscópio por suas costelas. Enquanto escuto o fluxo de ar (que tenho 99,9% de certeza estar perfeitamente normal), sinto os corpos de nós duas relaxar levemente.
Levo a base do estetoscópio até seu coração e, mesmo sabendo haver uma chance minúscula de ouvir qualquer som indicando uma doença grave, os ritmos familiares confortam meus ouvidos. Enquanto examino seu abdômen, continuamos conversando – mas com uma troca perceptível na forma de nossa interação.
A natureza polida e profissional de nossa conversa inicial se derreteu. Não importa como chegamos a esta sala, a estas posturas, a esta conexão, agora somos mais íntimas. Mesmo se nossa conversa inicial tivesse sido marcada por frustração ou raiva, o timbre de nossa interação teria se suavizado. É quase impossível ficar irritado ou seco quando pele está tocando pele.
Talvez esse seja o centro da questão. O toque é inerentemente humanizador e, para que uma relação médico-paciente tenha qualquer significado além de uma interação comercial, é preciso haver confiança – das duas partes. Como já foi provado em maternidades e intuído pela maioria dos médicos, enfermeiras e pacientes, uma das maneiras mais básicas para estabelecer confiança é através do toque.
Me arrepio sempre que a administração do hospital se refere a médicos e enfermeiras como “provedores de saúde”. Esse termo sempre me fez sentir como uma máquina de refrigerantes no Burger King. Eu não sou uma “provedora”; sou uma pessoa, uma médica. E minha paciente não é uma “cliente”. Nós não estamos fazendo negócio.
É por isso que a consulta ao médico nunca parece completa sem um exame físico. Ele é parte essencial da relação médico-paciente, que não pode ser subestimada. E ninguém precisa de um estudo cientifico para provar isso.
* Danielle Ofri é médica em Nova York. Seu último livro publicado se chama “Medicine in Translation: Journeys With My Patients” (Medicina em Tradução: Jornadas com Meus Pacientes, em tradução livre)
Amigos e amigas qual sua opinião a respeito deste assunto???
Abraços Apertados :)

Cancerofobia, uma inimiga da prevenção
Especialistas alertam: lendas sobre o câncer espalham o medo e afastam as pessoas do tratamento adequado
Fernanda Aranda, iG São Paulo | 06/08/2010
Foto: Getty Images
Informações falsas sobre o câncer são espalhadas pela internet e prejudicam tratamento
Tão variados como os sintomas do câncer – que vão desde pequenas feridas na pele à dor de cabeça sem fim – é a lista de causas da doença que mais cresce no mundo.
Vira e mexe chega um e-mail trazendo a descoberta de mais um vilão capaz de aumentar em minutos o número de pacientes com câncer. Desodorante roll-on, água oxigenada e ondas emitidas pela rádio do Vaticano, pela antena do celular e pela tela do computador são só alguns exemplos de “causadores de câncer” que foram espalhados pelo mundo como verdades absolutas.
A maior parte da associação do uso do objeto e/ou substância com a doença não tem o respaldo de pesquisas sérias.
Na disseminação de lendas cancerígenas, afirmam os especialistas, nasce o fenômeno da “cancerofobia”, que pode afastar a população dos comportamentos seguros, de fato, e impedir as complicações dos tumores malignos.
“Qualquer comportamento fóbico (medo exagerado) provoca um efeito contrário daquele que esperamos”, afirma Maria Teresa Veit, psicóloga especializada em câncer, coordenadora da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale).
“O maior problema da fobia é que ela leva para postura irracional. Já vi casos de pessoas que pensam: ‘então, se tudo provoca câncer, eu nem preciso me cuidar’, o que não é adequado muito menos lógico.”
Outro efeito colateral creditado às correntes que espalham inverdades sobre o câncer é que o excesso de informações falsas faz com que as pessoas se preocupem com o que não é prioritário nem científico. Se por acaso alguém aderir ao hábito de tomar água oxigenada todos os dias por acreditar que a técnica previne tumores – conforme sugeriu um e-mail com as declarações de um suposto médico israelense – pode dar menos peso às orientações de parar de fumar e comer mais frutas e legumes, estas táticas sim já comprovadamente preventivas da doença, conforme endossa o Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Boca a boca virtual
Orkut, Twitter, Facebook e e-mails são hoje um terreno fértil para espalhar as pesquisas “sem dono” sobre o câncer. Mas mesmo antes da internet, o boca a boca já era suficiente para criar teorias conspiratórias e perigosas, que comprometiam o tratamento e o combate à doença.
Foto: Divulgação
Pesquisa da Fiocruz mapeou pesquisas antigas sobre o câncer e encontrou a cancerofobia já em 1940
O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, Luiz Antônio Teixeira, que trabalha na Casa Oswaldo, fez um levantamento sobre como eram as propagandas contra o câncer entre 1920 e 1950. Já nesta época as autoridades de saúde enxergavam a necessidade de desmentir as correntes sobre a doença. “Cancerofobia! Só os ignorantes e nervosos têm medo de tudo na vida”, dizia um dos cartazes de 1940.
Segundo o pesquisador, nestes tempos, a população leiga acreditava que o câncer era doença contagiosa, que passava de pessoa para a pessoa. Existia ainda a figura do curandeiro e do charlatão, muito mais presente do que hoje, que exigia das autoridades de saúde uma estratégia de coibir as magias e simpatias tidas como infalíveis para afastar a doença.
“Hoje, embora existam estes mitos virtuais com o câncer, a população tem mais acesso à saúde, o que diminui muito o espaço do charlatão”.
“O que acontece é que, via internet, as pessoas têm acesso a muitas informações. Mas nem toda informação agrega conhecimento. Pelo contrário”.
Nome de muitas coisas
A psicóloga Maria Teresa Veit acredita que são duas as explicações principais para o câncer permanecer no alvo dos mitos e lendas durante tantos anos. Primeiro, a palavra câncer é um nome genérico para muitas doenças, que se manifestam de formas diferentes e têm tratamentos em nada parecidos. Exemplo de antagonismos é o câncer de mama e o de próstata. O primeiro é majoritariamente feminino e tem como arma preventiva o autoexame e a mamografia. O segundo é um tipo masculino e prevenido com visitas ao urologista e com exame de toque.
O outro motivo é o fato do câncer ser uma doença diversificada e muitas vezes até misteriosa para a medicina. Como as pesquisas sobre as causas da enfermidade estão em constante andamento, o campo composto por descobertas diárias dá margem para os mitos florescerem.
Informação útil
Separar o “joio do trigo” é a dica para não cair nas informações errôneas sobre o câncer. A doença exige, sim, cuidados e a internet é um bom território para conseguir informações sobre o problema de saúde que só este ano deve fazer 489.230 novas vítimas, segundo o Inca.
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“Os médicos têm de estar preparados para responder as dúvidas que nascem no meio virtual. Além disso, é fundamental para as pessoas que recebem informações checarem muito bem quem são os autores e a veracidade do que está escrito”, completa Veit. “Quanto mais educação sanitária, menos espaço para os mitos”, completa o pesquisador Teixeira.
Para não cair nos mitos sobre o câncer
- Sempre procure qual é o instituto, universidade, centro médico responsável pela informação sobre o câncer
- Se aparecer um nome de um autor da pesquisa, procure o currículo virtual (disponível nas instituições que se dizem vinculados)
-Não deixe de procurar os conselhos profissionais (conselho de medicina, enfermagem, psicologia, fisioterapia, nutrição) para checar as informações fornecidas ou creditadas pelo autor
-Se ficar com dúvidas, leve a informação para o seu médico de confiança e discuta onde conseguir mais dados sobre o assunto

Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...
E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...
E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...
Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...
Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...
Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

“Só o amor cura, nutre, une, entusiasma, faz nascer, alivia, materializa, motiva ... possibilita a vida!”
Mahatma Gandhi